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O Torneio de Wimbledon, Londres

O torneio mais antigo do mundo, também o considerado de maior prestígio, nasceu em 1877, quando o All England Lawn Tennis and Croquet Club – clube criado à priori para a prática de críquete (esporte com bolas e tacos, culturalmente do sul da Inglaterra) – organizou a 1ª competição de tênis. A sede, em Worple Road, já planejava ter quadras de tênis, quando o major Walter Clopton Wingfield patenteou a nova modalidade na inglaterra, possibilitando o torneio, que ocorreu com apenas 22  participantes no início.

A dificuldade de levantar fundos para ampliar a sede fez com que fosse organizado o primeiro torneio de tênis em 1877, cobrando pelas inscrições e oferecendo um troféu. O primeiro campeonato realizado foi de simples masculino, com 22 jogadores e fez tanto sucesso que praticamente deu fim às partidas de críquete do Club. O termo “Croquet” até chegou a ser retirado do nome, porém, acabou incluído novamente em 1899, por respeito à história do local, embora mal haja partidas do esporte por lá até hoje.

O  primeiro nome a ficar conhecido nessa época foi o de Spencer Gore, um jogador de críquete que acabou se inscrevendo de última hora e teve direito à uma platéia de 200 pessoas na grande final.

Foi nessa época, também, que a ‘quadra central’ ficou conhecida, já que os famosos torneios começaram organizados nesta quadra, e tal estrutura é conhecida até hoje, mesmo estando em outro endereço.

Poucos anos depois, exatamente em 1884, as mulheres entrariam em cena. A primeira competição feminina tinha 13 jogadoras, e a sorte estava com Maud Watson, que levou o título. Ainda nesse mesmo ano, outro torneio que teve início foi o de duplas masculino, que teve até troféu doado pelo Oxford University Lawn Tennis Club.

Com o tempo, Wimbledon foi ganhando notoriedade e, em 1905, ficou conhecido internacionalmente, quando a americana May Sutton tornou-se a primeira estrangeira a ganhá-lo. Pouco tempo depois, o prêmio foi para outro estrangeiro, o australiano Normam Leaglen.

Com os jogos suspensos na Primeira Guerra, Wimbledon apenas sobreviveu por conta de doações de membros, mas, ao recomeçar, em 1919, a nova geração de jogadores trouxe vida ao lugar. Um bom exemplo pode ser chamado de Suzanne Lenglen, que acabou com o domínio inglês que já durava 35 anos, vencendo Dorothea Lambert Chambers. No ano seguinte, outra marcante história: a chegada de  Bill Tiden, um norte-americano considerado até hoje um dos maiores da história.

O lugar estava se tornando tão importante que, a cerimonia de abertura do novo endereço – nomeado de Church Road – contou com a ilustre presença do rei Jorge 5º. A verba para levantar esse novo local provinha de fundos de reservas do próprio clube e, também, de uma campanha de venda de títulos. O interesse  do público crescia tanto que, já naquela época, haviam sorteios para as entradas – sistema que permanece ativo até hoje.

Durante a década de 20, anualmente, a França mantinha seus campeões. Era a vez dos conhecidos “quatro mosqueteiros”, Jean Borotra, Jaccques Brugnon, Henri Cochet e René Lacoste, que ganharam seis títulos de simples e cinco de duplas. E a década de 30 chegou trazendo ao tênis local sua era de ouro, quando Wimbledon já atingiu 200 mil ingressos vendidos. Os norte-americanos também não ficaram de fora e, pouco antes da Segunda Guerra retomaram a hegenonia da nação.

Nessa época, para fortalecer a defesa civil, poucos jogos foram realizados no local, que se transformou em corpo de bombeiros e ambulatórios. Com isso, em 1940, uma bomba alemã atingiu a Quadra central, fazendo com que 1.200 lugares ficassem inutilizáveis. Com o fim dos conflitos, no ano de 45, foi disputado o Campeonato Americano Europeu, que teve a vitória de um britânico que servia as Forças Armadas dos EUA.

Com o passar dos anos, Wimbledon foi se recuperando e acabou totalmente reformadaa em 1949. A hegemonia norte-americana continuou, mas a década de 60 também foi marcada pela ascensão do tênis australiano, que chegaria até 70.

Uma curiosidade desses tempos? Maria Exther Bueno – brasileira que conquistou seu primeiro título em 1959, acabando com o domínio quase que somente americano. Esther ainda chegou a vencer mais duas vezes, em 60 e 64, além de levar pra casa mais cinco troféus de duplas.

Era Aberta

Grand Slam - Wimbledon - Roger Federer

Algumas mudanças sociais começaram a refletir no esporte e, uma delas foi a expansão das viagens aéreas em 1950. Ou seja, havia mais estrangeiros aptos a competir. Simultaneamente a isso, os jogadores começaram a receber auxílio financeiro. Em 59, o Club propôs extinguir a restrição aos tenistas profissionais, almejando atrair jogadores amadores, mas a Federação Internacional e a Associação Britânica rejeitaram. Em 1964, uma nova tentativa foi barrada.

E foi o início das transmissões da TV em cores de Rede da BBC que induziu a liberação da “Era Amadora”. Em agosto de 1967, oito, agora então “profissionais”, que haviam brilhado em Wimbledon na era amadora, foram chamados para participar dessa abertura dos torneios que seria transmitida na TV. Acabou que a Associação Britânica resolveu abrir os torneios da temporada seguinte aos amadores, o que forçou a Federação Internacional a dar início à tão esperada “Era Aberta” – em que brilharam nomes como Rod Laver e Billie Jean King.

Mas os dias tranquilos da era profissional estavam por acabar. Isso porque em 1973, Wimbledon enfrentaria o maior boicote da história. Cerca de 80 dos principais jogadores optaram por não competir, em represália à suspensão dada pela Federação Iuguslava a Nikki Pilic, que teria se recusado a disputar a Copa Davis. Mesmo diante dessa situação as arquibancadas receberam nada menos do que 300 mil pessoas, que vibraram a vitória do tcheco Jan Kodes e o comemorado sexto troféu da norte-americana Billie  Jean king.

A era profissional trouxe mais nomes para o conceituado gramado, como o Bjorn Borg, John McEnroe, Boris Backer, Martina Nacratilova, Pete Sampras e Roger Federer, que ainda domina as quadras e alcançou o hepta em 2012.

Wimbledon também representa “festa” e teve até a presença da rainha Elisabeth 2ª, que entregou o troféu à Virginia Wade no desfile do centenário da casa, em que somente os campeões participaram, em 1977. Ainda nesse ano inaugurou o Wimbledon Lawn Tennis Museum e, também, sua biblioteca. E entre uma novidade ou outra, em 2008 o torneio finalmente nivelou o número de ganhadores homens e mulheres. Em 2009, uma outra mudança estava à vir: a inauguração da Quadra Central, onde há um teto retrátil, para ser acionado em caso de chuva.

Com tantas inovações…o que esperar dos próximos anos para o renomado, histórico, clássico e imbatível Wimbledon? Conte sua opinião pra gente!

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