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O melhor tênis do ano

Roger Federer

Nem o mais otimista dos fãs poderia prever que os dois torneios mais importantes do ano até aqui estariam na bagagem de Roger Federer. O suíço voltou após mais de 6 meses longe das quadras sob muitos olhares de desconfiança a respeito de seu jogo e de sua capacidade física. Começando na 17ª colocação do ranking, suas chaves seriam mais difíceis que o comum e as expectativas em grandes resultados estariam baixas. Dois meses depois, ele já conquistou seu 5º troféu do Australian Open e o 5º título em Indian Wells, em ambos passando por seu maior algoz, Rafael Nadal. Seria o topo do ranking impossível para esse extraterrestre?

A última vez que Federer esteve em primeiro foi em 2012. De lá para cá, o suíço viveu altos e baixos. Mas nada se compara ao atual momento. Desde que trocou definitivamente o tamanho da cabeça de sua raquete, em 2014, Roger evoluiu para ser competitivo e buscar torneios importantes. No entanto, o backhand apresentado por ele neste ano é maior novidade dos últimos tempos, até mais que o SABR, quando ele passou a devolver saques quase na linha do T. Mudando sua empunhadura e pegando a bola na subida praticamente o tempo todo, Federer aumentou seu número de winners de esquerda e exorcizou de vez o fantasma da bola alta em seu ponto mais vulnerável.

É esse tipo de evolução que faz de Roger Federer um dos maiores de todos os tempos, senão o maior. Além disso, sua vontade de continuar em quadra também impressiona. Por que alguém com mais de 100 milhões de dólares em premiações, com todos os títulos mais importantes do tênis e inúmeros recordes na bagagem lutaria contra seu corpo dia após dia para continuar jogando? Difícil responder, então o melhor é mesmo agradecer.

Com o título em Indian Wells, Federer passa a ser o sexto do ranking. Na corrida para Londres, o suíço tem 3045 pontos, é o primeiro e contabiliza a soma dos pontos de Nadal e Wawrinka, segundo e terceiro, respectivamente. Murray e Djokovic, os dois primeiros do ranking, têm jogado um tênis bem abaixo da média e estarão fora do Masters 1000 de Miami, curiosamente ambos por dor no cotovelo. O cálculo, então, pode ser resumido dessa maneira: se Federer conseguir um bom resultado em Miami, buscar pontos no saibro europeu e se mantiver saudável ao longo do ano, pode muito bem brigar pelo topo, sim. A história já mostrou inúmeras vezes que não é um boa aposta duvidar de Roger Federer.

 

Duplas

Os brasileiros foram bem no torneio de Indian Wells. Marcelo Melo, com seu parceiro Kubot, esteve muito perto da taça. Acabou perdendo por 6/7, 6/4 e 10-8 para a dupla Raven Klaasen e Rajeev Ram. Bruno Soares e Jamie Murray caíram justamente na semifinal para a dupla do Marcelo Melo.

 

Feminino

No torneio feminino, a russa Elena Vesnina surpreendeu e derrotou a também veterana Kuznetsova. Vesnina, que já levantou dois Grand Slams em duplas, agora conquista seu maior título como simplista e sobe para a 13ª colocação. No ranking de duplas, ela é a 5ª melhor colocada ao lado de sua parceira Makarova.

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